terça-feira, 4 de agosto de 2015

A sociedade de risco midiatizada, o movimento antivacinação e o risco do autismo

Artigo interessante sobre autismo, mídia e vacinas. Apesar da linguagem acadêmica e por vezes com frases com uma terminologia bastante inacessível ao grande público, o texto merece leitura.

Autores: Paulo Roberto Vasconcellos-Silva 1 Luis David Castiel 1 Rosane Härter Griep

Resumo Observam-se modificações epidemiológicas de doenças infecciosas entre famílias de classe média de países industrializados por força de crenças ligadas aos riscos da vacinação. Estas se expandem globalmente por conta de redes de sites, blogs e celebridades de ampla influência. Em vista da complexidade de tal fenômeno cultural, em sua analítica são articulados conceitos contemporâneos alinhados à ideia de reflexividade na sociedade de risco, assim como o da sociedade midiatizada receptora de enunciações de perigos e proteções em mútua referência e contradição. Discute-se a frequente emergência de tensões derivadas de ciclos de enunciações e incompletudes constituídas como “biovalores” simbólicos. Enfatiza-se o efeito persistente de enunciações ameaçadoras e fraudulentas a abastecer redes sociais virtuais que, há quase três décadas, ampliam o debate acerca da ligação do autismo com as vacinas. Conclui-se que os processos de produção de sentidos interligam-se em diversos níveis nos quais circulam representações que sustentam a comunicação e a identidade dos grupos com base em referenciais histórico-culturais. Palavras-chave Comunicação em saúde, Sociedade de risco, Sociedade midiatizada, Programas de vacinação, Mídias e saúde
http://www.scielo.br/pdf/csc/v20n2/1413-8123-csc-20-02-0607.pdf


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