segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Colaboração total

Proposta de inclusão escolar praticada em colégio do Rio de Janeiro une professores e pedagogos em sala de aula para ensinar alunos com necessidades educacionais especiais.
Por: Isadora Vilardo
Publicado em 16/01/2014 | Atualizado em 16/01/2014
Educar é uma tarefa complexa e a diversidade é um agente problematizador, embora fundamental. Durante muito tempo, enquanto a presença de alunos com necessidades educacionais especiais dentro da escola regular era um quadro raro, a importância de conviver com a diversidade foi ignorada. Hoje, contudo, a realidade impõe a regra oposta e surge a pergunta: como lidar com essa questão, tão latente na sociedade contemporânea, e promover inclusão social e escolar?
A pedagoga Patrícia Braun, professora do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira – CAp, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), coordena ações que buscam responder a essa inquietação. Trata-se de uma proposta baseada na ideia do ensino colaborativo, cuja finalidade é unir em sala de aula a ação docente especializada de pedagogos ao trabalho dos professores do núcleo comum. (...)
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Para Braun, entretanto, o direito garantido em lei não é suficiente. “Um menino com deficiência intelectual ou autismo muitas vezes não consegue organizar e usar sozinho no contexto da sala de aula as estratégias que aprendeu na sala de recurso. Ou seja, há uma necessidade de mediações que o auxiliem na generalização dos procedimentos de ensino e de aprendizagem”, explica. “Além disso, é importante que o pedagogo esteja em sala durante as aulas convencionais para perceber como é a interação do aluno com a turma, as atividades e os conteúdos desenvolvidos e pensar estratégias de ensino.”
Para isso, em seu projeto desenvolvido no Instituto de Aplicação, os pedagogos atuam em sala de aula como um segundo professor – de modo similar ao que ocorre na bidocência, já praticada em algumas escolas do país.(...)

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