quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tratamento experimental reduz dois sintomas do autismo em cobaias



Tratamento experimental reduz dois sintomas do autismo em ...
WASHINGTON, 25 Abr 2012 (AFP) -Um tratamento experimental reduziu dois dos
três grandes distúrbios do autismo em ratos de laboratório - o
comportamento ...
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WASHINGTON, 25 Abr 2012 (AFP) -Um tratamento experimental reduziu dois dos três grandes distúrbios do autismo em ratos de laboratório - o comportamento repetitivo e a falta de socialização -, revelou um estudo promissor realizado nos Estados Unidos e divulgado nesta quarta-feira.

A molécula denominada GRN-529, criada pelo grupo farmacêutico americano Pfizer, se concentra no glutamato, principal neurotransmissor presente em todo o cérebro e que tem um papel-chave na ativação dos neurônios, as células do cérebro.

Os cientistas, cujo estudo foi publicado na revista médica americana Science Translational Medicine, pensam que esta molécula atua sobre um receptor específico do glutamato e mingua sua ação sobre os neurônios.

A molécula atualmente passa por um teste clínico com pacientes que sofrem da síndrome do X frágil, principal causa de retardamento mental hereditário, que apresenta certas similaridades com distúrbios do espectro do autismo.

O fato de que esta molécula já tenha passado por um teste clínico para sintomas dos quais alguns são similares aos do autismo aumenta as possibilidades de agir sobre estes distúrbios.

"Os resultados destas experiências em ratos levam a crer que é possível considerar uma estratégia que consista em desenvolver um único tratamento para tratar vários simtomas", explicou Jacqueline Crawley, do Instituto Nacional Americano de Saúde Mental (NIMH).

"Uma grande quantidade de casos de autismo é provocada por mutações nos genes que controlam os processos em curso de desenvolvimento, como a formação e a maturidade das sinapses que unem os neurônios entre si", acrescentou.

"Se os defeitos nestas conexões entre neurônios não forem estruturais, os principais distúrbios do autismo poderiam ser tratados com medicamentos", afirmou a cientista.

Como as crianças autistas, as cobaias, manipuladas geneticamente para apresentar sintomas similares, se comunicavam menos entre si e tinham comportamentos repetitivos, levando muito mais tempo para se limpar, por exemplo, do que os demais.

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