quinta-feira, 30 de junho de 2011

Audiência solene no Plenário do Senado - 27 Junho 2011 - em favor dos autistas - VITÓRIA

 

Olá a todos,
Gostaria de compartilhar com todos vocês que nesses últimos dias nos ajudaram  enviando e-mails aos senadores  em Brasília, lembrando da importância da aprovação da PLS nº 168/11.
Caros companheiros, quero agradecê-los imensamente pelo gesto de cidadania com que vocês nos honraram a nossa mobilização deu certo possibilitando-nos esta grande conquista que foi a provação da PLS nº 168/11.

Desta forma, gostaria de compartilhar com todos a alegria desta GRANDE VITÓRIA! E dizer que milhões de  brasileiros serão beneficiados, além de sua famílias, e que, para o futuro, teremos, se Deus quiser, uma sociedade mais apta a receber, tratar e cuidar das pessoas com autismo, este é o GRANDE LEGADO QUE VOCÊS PROPORCIONARAM AOS BRASILEIROS (AS) COM AUTISMO EM NOSSO PAÍS! MUITO OBRIGADO!

Contudo, a luta ainda não acabou, continuaremos BATALHANDO agora para a aprovação na Câmara de Deputados-DF, acreditando que lá também seremos vitoriosos, queremos desde já contar com a ajuda de todos os senhores (as).

Segue abaixo matéria publicada no site do Senado "Jornal do Senado", sobre audiência solene em Comemoração pela aprovação do PLS nº 168/11, que irá instituir a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista, que aconteceu no dia 27 Jun 11. 

Foi uma audiência memorável, um exemplo de cidadania para todos nós, brasileiros (as), que lutamos pelos direitos a tratamento adequado para as pessoas com autismo, uma verdadeira aula de CIDADANIA E DIGNIDADE.

Segue também o Link para o discurso que fiz no Senado Federal em comemoração a este grande dia.

Atenciosamente,

Ulisses.


Inclusão
Edição de terça-feira 28 de junho de 2011
Senadores e familiares cobram política de proteção dos direitos dos autistas

Oradores de sessão especial afirmam que falta de políticas públicas específicas no Brasil para portadores da síndrome resulta em ausência de diagnósticos precoces e atendimento inadequado, entre outros problemas

Cantor Saulo Laucas, autista e cego, na tribuna do Plenário do Senado: sessão especial celebrou o Dia do Orgulho Autista e alertou para o avanço da síndrome
Durante sessão especial do Senado, em comemoração do Dia do Orgulho Autista (18 de junho), pais de crianças portadoras da síndrome e representantes de associações protestaram contra a falta de políticas públicas específicas, argumentando que isso resulta em atendimento inadequado e problemas como a ausência de diagnósticos precoces. Também defenderam, a exemplo dos parlamentares, a aprovação do projeto de lei que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista.

Estimativas indicam que há no Brasil em torno de 2 milhões de pessoas com a síndrome. No mundo, o número total de autistas, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), é de aproximadamente 70 milhões.

A sessão especial foi proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto que institui a política de proteção do autista. A proposta foi aprovada este mês pelo Senado e tramita na Câmara dos Deputados (PL 1.631/11). Durante a sessão, o parlamentar recebeu o Prêmio Orgulho Autista.

Entre os que apoiam a iniciativa, está o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), pai de uma menina com síndrome de Down e presidente da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência.

Tratamento

Segundo Lindbergh, o projeto visa à implementação de políticas públicas para o tratamento adequado dos autistas, englobando desde a implantação do diagnóstico precoce até o encaminhamento das pessoas com autismo para tratamento específico. Também defendeu a proposta a deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que preside a Frente Parlamentar do Congresso em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Ao apoiar o projeto, Ulisses da Costa Batista, pai de um adolescente autista, declarou que "o Brasil não conseguiu viabilizar terapias voltadas às especificidades das pessoas com autismo, deixando inúmeras famílias sem acesso ao diagnóstico precoce, ao tratamento multidisciplinar e ao acompanhamento às famílias".

Ulisses também alertou que o avanço do autismo no mundo "impressiona". Ele citou estimativa segundo a qual, em 1990, havia um caso para cada 2,5 mil crianças nascidas, enquanto hoje haveria um caso para cada 110 crianças nascidas. 

Diagnóstico precoce


O editor-chefe da revista Autismo, Paiva Junior, afirmou que, devido à ausência de diagnóstico, as famílias da maioria dos autistas no Brasil não sabem que convivem com um portador da deficiência. Ele lembrou que "um dos poucos consensos" sobre o autismo na comunidade médica e científica se refere à importância do diagnóstico precoce - pois, ao indicar a deficiência, possibilita o encaminhamento do autista para um tratamento adequado.


- Quanto mais cedo se iniciam as intervenções, maiores os ganhos em qualidade de vida - reiterou.


Para Lindbergh Farias, é necessário um protocolo do Ministério da Saúde para o diagnóstico precoce tanto do autismo como da síndrome de Down, para que esse procedimento seja disseminado entre os profissionais de saúde. O senador disse que a reivindicação do protocolo "seria o primeiro ponto de uma pauta concreta para essa questão".

Paulo Cezar Barreto / Agência Senado




(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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